Victor Oliveira da Silva foi localizado em Parauapebas após investigações apontarem que dívida de golpes com veículos culminou no assassinato de Cláudia Félix de Oliveira.
A investigação sobre o brutal assassinato da advogada Cláudia Félix de Oliveira, de 51 anos, morta a tiros dentro da própria residência em Itororó, no sul da Bahia, teve um desdobramento decisivo. Na sexta-feira (7), o sobrinho da vítima, Victor Oliveira da Silva, foi localizado e preso pela polícia na cidade de Parauapebas, no Pará.

A prisão lança nova luz sobre a dinâmica do crime que chocou o interior baiano e aponta para uma complexa teia de golpes e dívidas financeiras.
A Prisão no Pará e a Ação Policial
A captura de Victor aconteceu em uma ação integrada das forças policiais após a troca de informações entre as polícias da Bahia e do Pará. O suspeito foi localizado em Parauapebas e teve o mandado de prisão cumprido sem possibilidade de reação.
Ele é investigado por envolvimento em um esquema de golpes financeiros no setor de venda e negociação de veículos. Após a prisão, o investigado permanece à disposição da Justiça e deve ser transferido para a Bahia para prestar depoimentos formais.
A Motivação do Crime: Dívidas e Golpes de Veículos
Segundo as investigações da Polícia Civil, o homicídio da advogada não ocorreu por acaso. As apurações indicam que Victor acumulou uma expressiva dívida com o homem apontado pelas autoridades como o mandante da execução de Cláudia Félix.
A principal linha de investigação aponta que o não pagamento dessa dívida oriunda de golpes com automóveis motivou a retaliação e a ordem para a execução da advogada na Bahia, usada como forma de cobrança ou vingança contra o grupo do sobrinho.
Relembre o Assassinato em Itororó
O crime ocorreu no município de Itororó, no sul da Bahia. Criminosos encapuzados e armados invadiram a residência da advogada na madrugada e efetuaram diversos disparos de arma de fogo contra ela, fugindo do local logo em seguida.
À época, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) constatou o óbito ainda no imóvel. O caso gerou forte comoção regional e levou entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-BA) a cobrarem publicamente rigor e celeridade na apuração do homicídio.
A Polícia Civil segue em diligências para capturar outros envolvidos e esclarecer totalmente os detalhes da execução.
