A situação judicial de Deolane Bezerra ganhou mais um capítulo. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou dois novos pedidos de habeas corpus apresentados pela defesa da influenciadora e advogada, investigada por suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
As decisões ocorreram na quarta-feira (21). Segundo a defesa, o tribunal não conheceu dos pedidos porque considerou que os advogados utilizaram o habeas corpus no lugar do recurso adequado. Ainda assim, o relator examinou o caso para verificar se havia alguma ilegalidade evidente que justificasse a concessão da liberdade.
Os advogados, porém, contestam o entendimento. Em nota, classificaram a prisão preventiva como “desnecessária, desproporcional e ilegal” e afirmaram que vão recorrer. A defesa também manifestou profunda inconformidade com a decisão, embora tenha declarado respeito ao posicionamento do tribunal.
Novo julgamento acontece na terça-feira
Apesar das negativas no STJ, a defesa terá uma nova oportunidade de discutir a liberdade da influenciadora. O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) marcou para terça-feira (27), às 13h30, o julgamento de outro pedido de habeas corpus.
A sessão ocorrerá presencialmente no Palácio da Justiça. Portanto, o resultado poderá representar um novo desdobramento na disputa judicial sobre a manutenção da prisão preventiva.
Em agosto, a Justiça manteve a prisão de Deolane e de outros cinco investigados, após reavaliar a necessidade da medida cautelar.

Investigação apura suspeita de lavagem de dinheiro
Deolane foi presa em maio, durante a Operação Vérnix, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro associado ao PCC.
De acordo com as apurações policiais, os investigadores identificaram movimentações financeiras expressivas, possíveis incompatibilidades patrimoniais e indícios de vínculos pessoais e comerciais com pessoas investigadas no esquema.
Além disso, a investigação apura o uso de empresas, transações de origem ainda não esclarecida e bens de alto valor que poderiam ter relação com a circulação de recursos suspeitos.
As autoridades também investigam se atividades empresariais e operações patrimoniais teriam servido para ocultar a origem de valores ilícitos. No entanto, essas suspeitas ainda dependem do esclarecimento judicial.
Defesa contesta prisão preventiva
A defesa sustenta que a prisão não se justifica e pretende insistir na revisão da medida. Enquanto isso, a investigação segue como ponto central do processo.
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Agora, a expectativa se concentra na sessão do TJ-SP, marcada para terça-feira. Até lá, Deolane continua sujeita à decisão judicial que mantém sua prisão preventiva. As suspeitas investigadas não equivalem, por si só, a uma condenação criminal.


