A culinária baiana perdeu, nesta segunda-feira (19), uma de suas figuras tradicionais. Regina Conceição, conhecida popularmente como Regina do Acarajé, morreu no Hospital Geral Roberto Santos, em Salvador, após enfrentar problemas de saúde e complicações durante o tratamento.
Reconhecida pelo trabalho com a culinária típica da Bahia, Regina construiu sua história em dois bairros importantes da capital: o Rio Vermelho e a Graça. Ao longo dos anos, conquistou o reconhecimento de clientes e frequentadores que encontravam em seu tabuleiro sabores tradicionais da gastronomia baiana.
Regina do Acarajé enfrentou complicações de saúde
De acordo com as informações recebidas, Regina já apresentava problemas de saúde quando sofreu um episódio de bradicardia, condição caracterizada pela redução da frequência dos batimentos cardíacos.
Durante o tratamento, ela permaneceu intubada por aproximadamente duas semanas. Nesse período, desenvolveu uma escara significativa, lesão que pode surgir em pessoas que permanecem acamadas por muito tempo.
Posteriormente, Regina recebeu alta hospitalar. No entanto, precisou retornar à unidade de saúde após uma infecção na região da lesão.
A complicação agravou o quadro clínico que ela já apresentava. Apesar dos cuidados recebidos, Regina não resistiu. Até o momento, não há confirmação independente sobre a causa médica oficial da morte.
Uma história marcada pelo acarajé e pela tradição baiana
Muito além de uma atividade comercial, o trabalho de Regina representava uma ligação com uma das expressões mais conhecidas da cultura e da gastronomia da Bahia.
No Rio Vermelho, ela construiu uma trajetória que atravessou décadas. Seu trabalho também alcançou a Graça, onde manteve sua atuação na venda de comidas típicas.
Além do acarajé, Regina ficou conhecida pela qualidade de outros quitutes tradicionais, como o abará, as cocadas e o bolinho de estudante.
Sua trajetória também foi registrada em publicações sobre a gastronomia de Salvador, que destacaram sua presença entre os nomes tradicionais do setor. O acarajé, por sua vez, representa muito mais do que um prato típico: carrega ancestralidade, identidade cultural e a história das mulheres que preservam essa tradição.
Morte de Regina do Acarajé deixa legado de trabalho e memória
A morte de Regina Conceição representa uma perda para quem acompanhou sua trajetória e reconhece a importância das baianas de acarajé para a identidade de Salvador.
Seu trabalho ajudou a manter viva uma tradição que atravessa gerações e faz parte da história da capital baiana. Além do sabor dos alimentos que preparava, fica a lembrança de uma mulher que construiu seu caminho por meio do trabalho e da dedicação à culinária típica.
Neste momento de despedida, ficam os sentimentos de pesar aos familiares, amigos, clientes e admiradores de Regina do Acarajé.
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Sua história permanece na memória de quem conheceu seu trabalho e ajudou a construir essa trajetória.



