A Polícia Civil da Bahia recebeu uma equipe técnica do Ministério da Justiça e Segurança Pública para apresentar práticas que podem contribuir para o aprimoramento das investigações de homicídios em todo o país.
A visita ocorre nos dias 19 e 20 de outubro, no Complexo de Polícia Civil de Itapuã, em Salvador. Durante as atividades, representantes da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) vão conhecer os métodos adotados pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
O objetivo é reunir informações para atualizar o Caderno de Referência de Investigação de Homicídios, documento que orienta procedimentos investigativos no Brasil.
DHPP apresenta cinco áreas de atuação
A equipe técnica vai avaliar cinco eixos considerados importantes para esclarecer crimes contra a vida.
Entre eles estão a atuação integrada na cena do crime, a análise do perfil das vítimas e a investigação de homicídios relacionados ao crime organizado.
Além disso, os profissionais vão conhecer ferramentas tecnológicas utilizadas na análise de metadados e vestígios digitais. A programação também inclui outras práticas desenvolvidas pelo departamento.
Segundo a Polícia Civil, a Bahia foi escolhida por sua experiência técnico-operacional nessas áreas.
Integração entre policiais e peritos ganha destaque
Um dos principais pontos da visita envolve o trabalho conjunto entre delegados, investigadores e peritos criminais desde os primeiros momentos após um homicídio.
Essa integração permite compartilhar informações, preservar vestígios e definir caminhos para a investigação ainda na fase inicial.
Além disso, a equipe conhecerá os procedimentos de cadeia de custódia, que garantem o registro e a preservação dos materiais coletados durante as diligências.
Outro destaque é o Serviço Integrado de Atendimento a Locais de Crime (SIALC), que reúne procedimentos para melhorar a atuação das equipes nos locais de homicídio.
Tecnologia ajuda a esclarecer crimes
A programação também aborda o uso de inteligência e recursos tecnológicos na investigação criminal.
Nesse contexto, os profissionais vão apresentar métodos de análise de dados, metadados e vestígios digitais. Essas ferramentas podem ajudar a identificar vínculos entre suspeitos, reconstruir acontecimentos e encontrar informações relevantes para os inquéritos.
Além disso, a equipe técnica conhecerá a metodologia de análise de vínculos e do perfil biopsicossocial das vítimas. O procedimento busca compreender melhor as circunstâncias do homicídio e possíveis conexões com outros crimes.
Experiências da Bahia podem contribuir para protocolos nacionais
A visita reúne gestores e profissionais especializados do DHPP, incluindo o diretor do departamento, delegado Marcelo Calmon, além de delegados, investigadores, peritos e técnicos de tecnologia.
Para Calmon, o intercâmbio permite apresentar experiências desenvolvidas na Bahia e avaliar como elas podem contribuir para o aperfeiçoamento dos procedimentos nacionais.
A iniciativa também reforça a importância da cooperação entre investigação policial, perícia criminal, inteligência e tecnologia.
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Ao final das atividades, as informações reunidas poderão subsidiar a atualização do documento nacional. No entanto, a visita técnica não significa, por si só, que todas as práticas apresentadas serão incorporadas ao protocolo.



