Uma operação da Polícia Civil da Bahia mira um esquema criminoso suspeito de desviar cargas de produtos vendidos pela internet e provocar um prejuízo superior a R$ 500 mil. Batizada de Operação Desvio de Rota, a ação começou nesta quinta-feira (5) e mobiliza forças de segurança em quatro estados brasileiros.
Na Bahia, os investigadores cumprem mandados judiciais em quatro municípios. Além disso, a operação alcança cerca de dez cidades de outros três estados das regiões Norte, Nordeste e Sudeste.
Segundo as investigações, o grupo aproveitava o transporte de mercadorias em caminhões para retirar produtos das cargas e desviá-los antes da entrega aos destinatários. Entre os itens envolvidos nas ocorrências, predominam aparelhos eletrônicos comercializados em plataformas de e-commerce.
Esquema teria causado prejuízo superior a R$ 500 mil
As apurações indicam que os desvios aconteciam durante o trajeto das mercadorias. Dessa forma, produtos que deveriam chegar aos compradores desapareciam antes da conclusão do transporte.
Agora, as equipes buscam localizar os materiais retirados ilegalmente das cargas. Além dos eletrônicos, os policiais procuram documentos, armas de fogo e outros elementos que possam ajudar a esclarecer a atuação do grupo e identificar os envolvidos.
Polícia Civil coordena operação em quatro estados
O Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC) coordena a Operação Desvio de Rota. A mobilização reúne equipes da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR) de Salvador e de Feira de Santana, além da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Cargas em Rodovias (DECARGA).
A operação também conta com o apoio das Polícias Civis dos outros estados envolvidos e da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Com a atuação simultânea em diferentes cidades, os investigadores pretendem avançar na identificação dos responsáveis, recuperar as mercadorias desviadas e reunir provas sobre o funcionamento do esquema.
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Até o momento, a Polícia Civil não divulgou o número de pessoas investigadas, de mandados cumpridos ou de eventuais prisões. As diligências continuam.


