Um homem investigado pela morte de Thiago Guerra Correia, de 40 anos, em um posto de combustíveis de Teixeira de Freitas, no extremo sul da Bahia, foi preso nesta terça-feira (3), em Vila Velha, no Espírito Santo. Ariomar Vieira dos Santos, conhecido como “Ary”, estava foragido desde julho, quando a Justiça decretou sua prisão preventiva por homicídio qualificado.
A captura aconteceu no bairro Praia da Costa, durante uma ação integrada entre a Polícia Civil da Bahia e a Polícia Penal capixaba. Segundo as autoridades, o trabalho de inteligência da 8ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (8ª Coorpin), com sede em Teixeira de Freitas, permitiu identificar o paradeiro do investigado e repassar as informações às forças de segurança do Espírito Santo.
Após a prisão, os agentes encaminharam Ariomar à Delegacia de Polícia Judiciária de Vila Velha. Ele permanece à disposição da Justiça.
Discussão em posto terminou em morte
O homicídio aconteceu em março deste ano, durante uma discussão em um posto de combustíveis localizado no centro de Teixeira de Freitas. De acordo com as investigações, Ariomar efetuou disparos de arma de fogo contra Thiago Guerra Correia, que morreu após o ataque.
Na época, o investigado se apresentou espontaneamente à delegacia e confessou os disparos. Entretanto, afirmou que agiu em legítima defesa, alegando que Thiago teria atacado ele e a caminhonete que conduzia com um facão.
Segundo informações da investigação, os policiais identificaram lesões no corpo de Ariomar e marcas no veículo. Além disso, apreenderam o facão apontado como instrumento utilizado pela vítima, a pistola usada nos disparos e a caminhonete envolvida na ocorrência.
Justiça decretou prisão preventiva em julho
Inicialmente, após prestar depoimento, Ariomar foi liberado. Contudo, meses depois, a 1ª Vara do Júri e Execuções Penais de Teixeira de Freitas decretou sua prisão preventiva, em julho.
Desde então, as autoridades tentavam localizá-lo. O trabalho de inteligência da Polícia Civil baiana identificou que ele estava em Vila Velha, o que permitiu a operação conjunta que resultou na captura.
A alegação de legítima defesa apresentada pelo investigado é uma das questões que deverão ser examinadas no processo. Portanto, a autoria dos disparos, embora confessada, não encerra a discussão sobre as circunstâncias e a responsabilidade criminal pelo homicídio.
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Até a publicação das informações que embasam esta reportagem, não havia posicionamento da defesa de Ariomar sobre a prisão. O caso segue à disposição do Poder Judiciário.


