Uma tarde de lazer em família terminou em tragédia na zona rural de Malhada, no sudoeste da Bahia. A pequena Rayssa Brito dos Santos, de apenas 9 anos, morreu afogada no Rio São Francisco após tentar ajudar um primo que estava se afogando.
O acidente aconteceu no domingo (30), na comunidade do Quilombo de Tomé-Nunes. Segundo relatos registrados pelas autoridades, Rayssa estava no rio acompanhada da mãe e de outros familiares quando percebeu que um dos primos enfrentava dificuldades dentro da água.
Menina tentou salvar o primo
De acordo com os relatos apresentados à Polícia Militar, o menino começou a se afogar e Rayssa tentou ajudá-lo, segurando a mão dele.
No entanto, durante a tentativa de resgate, a força da água também arrastou a menina. Um outro primo conseguiu entrar no rio e retirar o menino da água, mas Rayssa desapareceu na correnteza.
O local onde ocorreu a tragédia é conhecido na comunidade como “pé de banca”, um trecho do Rio São Francisco marcado por mudanças bruscas de profundidade, o que aumenta o risco para quem entra na água.
Moradores fizeram buscas durante a noite
Assim que perceberam o desaparecimento, familiares, moradores e pescadores iniciaram uma força-tarefa para tentar encontrar a criança.
Barcos, redes e tarrafas foram utilizados nas buscas. As equipes comunitárias permaneceram procurando por Rayssa até a manhã seguinte.
Por volta das 7h desta segunda-feira (31), moradores e pescadores localizaram o corpo da menina às margens do Rio São Francisco, na mesma região onde ela havia desaparecido.
O Corpo de Bombeiros também foi acionado para auxiliar na ocorrência. Entretanto, segundo informações divulgadas pelo 7º Batalhão de Bombeiros Militar, a equipe especializada enfrentava simultaneamente as buscas pelas quatro crianças que morreram afogadas em Paramirim, também no sudoeste baiano. Quando uma equipe de Ilhéus foi deslocada para Malhada, os moradores já haviam localizado o corpo de Rayssa.
Perícia deve esclarecer as circunstâncias
Após a localização do corpo, a área foi isolada para os procedimentos das autoridades. A Polícia Civil solicitou perícia e exame de necropsia, que devem contribuir para a documentação das circunstâncias da morte.
Até o momento, não havia informações oficiais sobre o horário e o local do velório e do sepultamento.
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A morte de Rayssa provocou comoção entre familiares e moradores do Quilombo de Tomé-Nunes. Uma tarde que começou como um momento de convivência entre familiares terminou em uma tragédia que deixou uma comunidade inteira de luto.


